Alguns, nitidamente, foram pasto de insetos —como se a vida contida em suas frases continuasse de outra forma, à custa do sacrifício do próprio papel em que elas foram impressas. Alguns desses livros trazem estampado na capa o número de edições ou de exemplares vendidos. A conta se fazia em milheiros: “40º milheiro”, “60º milheiro” —esses eram os números relativos aos romances de Benjamim Costallat. Para onde foram esses milhares de leitores, a ponto de tais autores terem chegado mortos aos nossos dias? Mas, ao serem novamente abertos e lidos, esses livros voltam a respirar e a querer seus leitores de volta.
Source: Folha de S.Paulo March 11, 2019 05:03 UTC