Você pode ter sua opinião (caso dos Bolsonaros), mas não se briga com os fatos: os cerca de 60 mil homicídios anuais, com tendência de subida, não é papo esquerdista, é uma realidade. E o Brasil que saiu das urnas, raivoso e rancoroso, deseja mais cadáveres. A estratégia de marketing prosseguiu: um grupo alugou várias salas do circuito Cinemark para a exibição de “1964, o Brasil entre Armas e Livros”, filme que se propõe a revisar o movimento a partir uma visão direitista. O Cinemark se arrependeu de haver alugado seu espaço à produção, não a exibiu mais e soltou um comunicado pedindo escusas por se ver envolvida numa briga política. Vale a constatação de outro filósofo brasileiro —Machado de Assis, no caso: não se briga com diagnóstico.
Source: Folha de S.Paulo April 02, 2019 21:33 UTC