Um hegemon vingativo, destruidor de instituições que ele próprio ajudou a inspirar, a começar pela ONU e sua Carta de Direitos, está em evidente curso de dissolução da própria hegemonia. Politicamente, os Estados Unidos de Trump passaram a ser um país que tensiona alianças de longa data, obcecado pelo interesse de se tornar “grande de novo”. E é natural que Netanyahu, apoiado na supremacia dos Estados Unidos, ignore os direitos dos palestinos assegurados em inúmeras resoluções da ONU. Um hegemon suicida abdica de qualquer pensamento estratégico. Antes da operação tecnicamente bem-sucedida, houve toda uma ilegal operação de asfixia sob o pretexto da guerra ao narcoterrorismo, na novilíngua da política trumpista.
Source: O Estado de S. Paulo March 22, 2026 12:01 UTC