A mulher é obrigada a se retirar do enterro do filho, diante do tumulto de populares que a acusam do crime perpetrado pelo ex-marido. Estamos falando da expressão contínua de uma cultura que naturaliza o controle, a posse e a violência contra mulheres. Isso desloca o foco da violência para o comportamento feminino, reforçando a ideia de que mulheres devem gerir emoções masculinas, evitar conflitos, "medir palavras" para não despertar fúrias. Quando o homem mata os filhos para punir a mãe, estamos diante de uma forma extrema de violência de gênero. Nenhuma mulher é responsável pela violência que sofre.
Source: Folha de S.Paulo February 18, 2026 03:47 UTC