O avanço do narcotráfico está saturando as rotas marítimas globais com lanchas rápidas, embarcações autônomas e semissubmersíveis, que representam riscos de perdas financeiras para os armadores, afirmou nesta terça-feira (3) o centro francês especializado em segurança naval MICA Center. Um dos métodos mais sofisticados consiste em embarcar a droga a bordo de um semissubmersível, embarcação capaz de transportar até 6 toneladas de cocaína. Entre Santos, no Brasil, e o Golfo da Guiné, são os navios graneleiros que servem para ocultar fardos de cocaína. Deslocando-se em lanchas rápidas, os criminosos "vão buscar a droga, jogam-na na água e depois vão embora", descreveu Scalabre. Mas essa diversificação das rotas marítimas não acabou com o contêiner tradicional, que continua sendo o suporte preferido das organizações criminosas para o tráfico intercontinental.
Source: Zero Hora February 04, 2026 01:07 UTC