No primeiro modo de interação com a máquina, o resultado é um texto genérico; no segundo, um texto particular. Se os dois modos de uso da IA na escrita profissional não se confundem, há incontáveis tons de cinza entre eles. Quando se exigir alguma medida de autoria, pensamento original ou responsabilidade testemunhal, é improvável que o jornalismo abra mão do texto produzido artesanalmente. Nada disso, contudo, vai importar tanto assim se a humanidade terceirizar toda a sua escrita para a IA. O ser humano ideal das empresas de IA é aquele que só faz o que o robô manda e continua se achando agente.
Source: Folha de S.Paulo February 18, 2026 22:35 UTC