Sonhei que estava no banco do meio da antiga Kombi do meu pai, cercada por ruidosos atores do Teatro Oficina. Caso tivesse ocorrido naquele dia, tenho certeza, o choque com a morte de Domingos Oliveira o teria colocado ao volante da minha Kombi sem direção. Apesar da paixão incondicional pelas mulheres, pelos amigos, pela arte e pela vida, era um homem racional. E lhe vinha um medo que em nada correspondia àquilo que era. Domingos é e sempre será, para mim, o antônimo da morte.
Source: Folha de S.Paulo March 29, 2019 06:11 UTC