Do ponto de vista científico, ressalto que o entusiasmo em torno da Cannabis medicinal não é plenamente sustentado por evidências robustas. A literatura científica aponta associações com sintomas psicóticos, prejuízos cognitivos, piora de quadros de ansiedade e depressão, além de possíveis impactos cardiovasculares em usuários frequentes. No campo da dependência, destaco que o chamado “uso medicinal” não demonstrou reduzir o risco de transtorno por uso de Cannabis. Por fim, reflito sobre os possíveis impactos na saúde pública. Reforço que, em saúde pública, prudência não é conservadorismo, é responsabilidade.
Source: Folha de S.Paulo February 23, 2026 13:11 UTC