A América Latina deve realizar reformas estruturais e investir mais em infraestrutura para contar com fontes próprias de crescimento diante de um ambiante internacional que se manterá "neutro" no curto prazo, afirmou nesta quarta-feira (11) o Banco Mundial. "Sem um papel determinante por parte dos motores externos de crescimento, como os altos preços das commodities, a região terá que depender de suas próprias fontes de crescimento", afirmou Carlos Végh, economista-chefe do BM para América Latina e Caribe. Diante de um choque negativo, como a queda dos preços do petróleo em 2014, como a autoridade monetária deve reagir?, questionou o especialista. Se elevar a taxa de juros para defender a taxa de câmbio e conter a inflação, pode agravar a recessão/desaceleração atual. Esses objetivos regionais acontecem em um contexto de crescimento estimado de 1,2% para este ano e de 2,3% para próximo, em uma recuperação liderada pela retomada da Argentina e do Brasil, segundo o BM.
Source: Zero Hora October 11, 2017 22:30 UTC