Um dia, há muitos anos, percebi que uma intuição minha encontrava uma distinção habermasiana, aquela que diferencia entre a "ação comunicativa" e a "ação estratégica" por meio da linguagem. As palavras e os argumentos são usados para atingir um fim outro que não o do entendimento e da comunicação. Publicado nesta Folha, o artigo "A hipocrisia do silêncio" (2/2), de Claudio Lottenberg e Marcos Knobel, é um exemplo típico de ação estratégica. Os autores se dizem preocupados com direitos humanos. Sim, desde que, para eles, violar direitos de minorias seja mais grave do que cometer genocídio.
Source: Folha de S.Paulo February 09, 2026 13:03 UTC