Eis o paradoxo: o êxito, incontestável, do bolsonarismo implica o fracasso, incontornável, do governo Bolsonaro. Quanto mais impactante for o triunfo da guerra cultural, tanto mais desastrosa será a administração da coisa pública. A resposta obriga a um reconhecimento inquietante: na guerra cultural da pandemia, se a expressão for aceitável, Bolsonaro está vencendo. Pelo contrário, a guerra cultural se converte em um princípio existencial. (Ratatatá, caviar e champanhe)A guerra cultural passa a ser a própria realidade para os seus militantes.
Source: Folha de S.Paulo March 28, 2021 02:15 UTC