Quando a violência chega ao terreiro de candomblé ou de umbanda, acredito que todo religioso de matriz africana é, de certa forma, atingido. É aí que entra o jornalismo, que precisa, mais do que dar a voz, dar liberdade para que a voz brade. Minha avó paterna trabalhava na casa de um pai de santo a quem cresci chamando de avô. Hoje, a violência a essas religiões não é estatal, mas institucional. Essa é a luta cotidiana de quem, como diz a canção "Identidade", de Jorge Aragão, é “herança da memória".
Source: O Globo June 07, 2020 07:44 UTC