Durante as perseguições do nazismo e a Segunda Guerra Mundial, a universidade americana passou a receber grande número de intelectuais e professores europeus. Nesse processo de internacionalização, ganhou um impulso decisivo de profissionalização, com a criação e consolidação de centros de pesquisa e programas de pós-graduação. Um marco desse período foi a University in Exile, criada em 1933 e então instalada na The New School for Social Research (hoje The New School). Concebida como refúgio institucional para intelectuais perseguidos, a iniciativa chegou a oferecer abrigo e financiamento a 184 expatriados de diferentes áreas e suas famílias, tornando-se um polo de debate de grande relevância. Sua influência se projetaria nas décadas seguintes, em pesquisas e obras associadas a figuras como Emil Lederer, Frieda Wunderlich, Hermann Kantorowicz, Alfred Schütz, Hannah Arendt, Leo Strauss, entre outros.
Source: Folha de S.Paulo January 29, 2026 18:21 UTC