Ele aproveitou a participação num evento empresarial para reiterar promessas formuladas e acumuladas desde o segundo semestre do ano passado. A prioridade é perfeitamente justificável, mas até o conserto das contas públicas será mais complicado e penoso do que poderia ser, se a reativação dos negócios, depois de mais de dois anos de recessão, for muito retardada. É preciso cuidar com mais empenho do impulso inicial – ou, mais provavelmente, dos impulsos necessários. Isso poderá ajudar, mas estarão as famílias dispostas a gastar mais ou – mais improvável – a tomar novos empréstimos? Sem melhoras do lado da demanda final, também os empresários terão poucos estímulos para se mexer muito mais.
Source: O Estado de S. Paulo February 03, 2017 05:15 UTC