Um dos documentos que embasaram a denúncia contra os executivos foi o Relatório da Polícia Federal que atribuiu a ambos o uso da delação para vantagens indevidas no mercado Financeiro. No capítulo em que detalha o ‘contexto da colaboração premiada’, o delegado da PF em São Paulo, que subscreve o documento, Edson Garutti, afirma que, após iniciar as tratativas para delação, no início de março de 2017, o empresário Joesley Batista gravações que ‘abalaram o Brasil’. As gravações às quais a PF se refere são aquelas que, aliadas às ações controladas da PF, embasaram a deflagração da Operação Patmos, no dia 18 de maio. A PF destaca que os delatores sabiam de que ‘o conteúdo deste procedimento legal ganharia publicidade e, no dia em queisso acontecesse, geraria forte impacto no mercado de capitais’. COM A PALAVRA, J&F“A JBS informa que não teve acesso ao relatório da PF e reitera que as operações de recompra de ações e derivativos cambiais em questão foram realizadas de acordo com perfil e histórico da Companhia que envolvem operações dessa natureza.
Source: O Estado de S. Paulo October 11, 2017 07:52 UTC