É verdade que, em muitos lugares, a posse de determinado sobrenome facilita a eleição, mas o critério decisivo e determinante continua sendo o voto, a vontade do eleitor. Nesse caso, quem foi privado do voto pode, com inteira razão, dizer que os eleitos não o representam. Todos os cidadãos – sejam eles pobres ou ricos, desconhecidos ou famosos, iletrados ou portadores da mais alta erudição – terão direito a um voto. Ao estabelecer uma separação absoluta entre o eleitor e os representantes eleitos, a cidadania ganha ares de irresponsabilidade. Há o voto e suas consequências.
Source: O Estado de S. Paulo November 13, 2020 06:00 UTC