Manifestações escancaradas de deleite diante do infortúnio de outros são encontradas universalmente nos filmes infantis e também em muitos longas de suspense e horror para adultos. Pense nas gargalhadas extáticas do alien no primeiro filme “O Predador”, de 1987, quando ele está prestes a se detonar, levando Arnold Schwarzenegger de roldão. Nesse trabalho anterior, ele argumentou que uma das características fundamentais que um vilão deve exibir é uma baixa razão de “sacrifício de bem-estar próprio”. Kjeldgaard-Christiansen explica que a onipresença da gargalhada malévola nas animações infantis e nos primeiros videogames também tinha motivos práticos. Para mim, porém, a vencedora será sempre a de Jafar.
Source: Folha de S.Paulo March 24, 2019 05:03 UTC