Em resumo, a priorização equivocada da utilização dos finitos (e cada vez mais reduzidos) recursos públicos tem gerado o inchaço burocrático, em prejuízo do financiamento das políticas públicas essenciais da sociedade. E estas despesas obrigatórias e essenciais, quando são subfinanciadas, mal orientadas ou malconduzidas, geram resultados de ineficiência dos serviços públicos ofertados. Isto porque, sem o ingresso efetivo das receitas esperadas, as despesas autorizadas não poderão ser integralmente custeadas, sejam elas quais forem. Regime esse que, por sua vez, foi instituído através da ideologia de que muitos estados não conseguiram, ou simplesmente não cumpriram as regras estabelecidas na Lei de Responsabilidade Fiscal. Porque uma coisa é garantida: não sairemos desse abismo fiscal com medidas meramente populistas.
Source: O Estado de S. Paulo December 20, 2019 13:52 UTC