Os autos indicam que policiais presos também prestaram serviços diretos a integrantes da facção já identificados em investigações do Ministério Público, evidenciando uma simbiose perigosa entre o crime organizado, segmentos da economia formal e aqueles que deveriam garantir a lei e a ordem. A captura de serviços essenciais, como o transporte coletivo, revela como o crime organizado passou a operar também como ator econômico, explorando concessões públicas e fragilidades regulatórias. PublicidadeDiante desse cenário, operações como a desta semana são necessárias, mas claramente insuficientes se tratadas como respostas episódicas. O Brasil carece, com urgência, de uma política nacional de enfrentamento ao crime organizado que seja integrada, permanente e orientada por inteligência. A infiltração das forças de segurança é apenas a ponta do iceberg da presença do crime organizado no Estado brasileiro.
Source: O Estado de S. Paulo February 04, 2026 18:30 UTC