Aliás, o pontapé inicial dessa ousadia do crime organizado data de maio de 2006, quando a facção paulista desafiou os poderes constituídos na “tragédia do Dia das Mães”. No caso do Ceará, fica a indagação: será que os métodos utilizados contra o crime organizado são capazes de desarticulá-lo? Enquanto for “atrativo” se dedicar ao crime, como ensina o pai do utilitarismo, Jeremy Bentham, a “relação de custo-benefício do crime”, principalmente o de viés patrimonial, seduzirá o potencial criminoso. Não faltarão soldados às facções, principalmente com a política de priorizar a quantidade de prisões, esquecendo os que de fato comandam a cadeia hierárquica do crime. Os delegados de polícia, sempre em sintonia com a sociedade, têm muito a contribuir nessa esperada mudança de paradigma.
Source: O Estado de S. Paulo February 02, 2019 11:03 UTC