[RESUMO] O autor argumenta que o Museu Nacional dos Povos Indígenas vive processo de erosão institucional, com pouca escuta a servidores de carreira, fragilidades técnico-administrativas, decisões concentradas e descaso com acervos. Após 73 anos de história marcada pela luta contra o preconceito e contra os desmandos que historicamente afligem os povos indígenas, a instituição, agora rebatizada como Museu Nacional dos Povos Indígenas, encontra-se à deriva. O Museu Nacional dos Povos Indígenas, antigo Museu do Índio, no Rio de Janeiro - João Claudio - 23.dez.25/Divulgação Museu Nacional dos Povos IndígenasMesmo com a criação do Ministério dos Povos Indígenas e com discursos de retomada institucional, a realidade interna do museu aponta para agravamento de problemas estruturais: vaidades pessoais, fragilidade técnico-administrativa e interesses paralelos que parecem submeter a instituição a pressões constantes. Quantos tiveram seus projetos de vida apoiados pelo museu, especialmente no campo das línguas indígenas, em iniciativas como o Projeto Unesco? Onde está, afinal, a verdadeira companhia do Museu Nacional dos Povos Indígenas?
Source: Folha de S.Paulo February 14, 2026 21:49 UTC