Com o passar do tempo, as metáforas ligadas à liberdade passaram a ser o mais importante", diz Piedade. O monólogo conta uma semana na vida de um pianista preso por vender drogas na noite. "O personagem poderia ser qualquer um dos 40% [dos presos] à espera de julgamento no país ou um dos muitos cooptados pelo crime organizado", afirma o ator. "Acho que o teatro serve para reflexão, em todos os sentidos da palavra. A peça é para pensar na questão carcerária além do número de presos, para falar sobre a liberdade a partir dos olhos de quem não a tem."
Source: Folha de S.Paulo February 12, 2017 03:56 UTC