No dia 31 de março, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, submeteu à votação de seus colegas um relatório de 50 páginas intitulado “Plano estratégico de longo prazo”. Um ministro entendeu que esse dispositivo poderia abrir uma brecha para que Fachin emplacasse o código de conduta, sem necessariamente passar pela aprovação dos demais membros da Corte. Diante dessa dúvida, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, que já haviam se posicionado a favor do plano estratégico, resolveram recuar e retirar os seus votos. Em seguida, o decano do STF, Gilmar Mendes, pediu vista do documento e suspendeu o julgamento, um movimento raro nesse tipo de procedimento administrativo que costuma ser chancelado quase automaticamente pelos magistrados. Nos bastidores, esse julgamento de um processo administrativo expôs mais um ponto de atrito entre uma ala do STF e o presidente da Corte.
Source: O Globo April 02, 2026 13:20 UTC