De vez em quando, quando olho para o meu filho –de três anos, quase quatro– pergunto retoricamente qual será a longevidade dele. Esse pensamento ganhou forma com um ensaio primoroso de Regina Rini no número mais recente do “Times Literary Supplement”. Escreve a autora: em 1900, um cidadão americano tinha uma média de vida de 47 anos. O ensaio de Rini é um elegante exercício de especulação filosófica. De fato, e como diria o inestimável Viktor Frankl (1905-1997), de que vale ter uma vida de eternidade quando não há razões para vivê-la?
Source: Folha de S.Paulo May 17, 2019 12:00 UTC