Em “Neva”, a primeira da série, bebeu nas contradições da Rússia pré-revolução para fazer um paralelo com a ditadura de Pinochet. “E acabou a festa?”, questiona um personagem, ao que o outro responde: “Não, só se deram conta no outro dia”. Na montagem, Fortes põe a plateia ao redor da cena, num palco em formato de arena. Algo que ainda surge em “Poses para Dormir”, texto da argentina Lola Arias que Fortes também dirigiu e apresenta no festival. Tudo começa de forma concreta, num cenário realista, mas as situações são levadas ao caos e ao campo do onírico.
Source: Folha de S.Paulo March 31, 2019 11:04 UTC