Essas instituições concentram quase 17% dos contratos ativos do Fies em Medicina, segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação (MEC). O porcentual pode ser ainda maior, se considerados os cursos não avaliados pelo Enamed. Mostra que o Estado não apenas falhou em exigir qualidade como condição para o repasse de recursos, como acabou funcionando como sustentáculo de instituições reiteradamente malsucedidas. Ao reduzir o risco econômico das instituições sem exigir contrapartidas acadêmicas robustas, o financiamento público estimulou a proliferação de cursos de alto custo e baixo valor formativo. Inclusão sem qualidade é uma forma disfarçada de exclusão.
Source: O Estado de S. Paulo February 04, 2026 18:01 UTC