Ao mesmo tempo, o grupo de cientistas mapeou um índice apelidado de “pegada humana” — uma combinação de coisas como densidade populacional de seres humanos, presença de infraestrutura (como estradas) e cobertura florestal. A proximidade entre os grupos de chimpanzés e a “pegada humana” de cada região dava aos pesquisadores uma ideia dos possíveis impactos dela sobre as manifestações culturais dos primatas. Em outras palavras, a impressão é que, quanto mais forte a presença de humanos por perto, menor a capacidade dos macacos de adotar tecnologias ou comportamentos únicos. Basta pensar numa tribo isolada que perde a maioria de seus membros durante uma epidemia ou uma guerra: as chances de que a língua falada por esse grupo desapareça é relativamente alta. Outra possibilidade é que, com a perda de recursos naturais (derrubada de árvores, desaparecimento de fontes de alimento etc.
Source: Folha de S.Paulo March 07, 2019 19:52 UTC