Segundo a administradora de fundos BRL Trust, a busca por estruturação de fundos alternativos (fundos de investimento em recebíveis, imobiliários e de investimento em participações) tem se mantido ativa na crise e a expectativa é de que o ritmo perdure até o fim do ano. Os FIDCs são muito utilizados para captação de recursos para giro de negócios pelas empresas, que cedem ao fundo títulos de recebimentos futuros. Até maio, os fundos alternativos somavam R$ 628 bilhões, de acordo com dados da Anbima, sendo R$ 184 bilhões em FIDCs, R$ 309 bilhões em FIPs e R$ 134 bilhões em fundos imobiliários. Barbieri diz que, com a necessidade de remunerar recursos no ambiente de juros baixos, os fundos alternativos continuarão se destacando ao longo dos próximos anos, apesar desse período de turbulência. “Os fundos alternativos podem chegar a somar R$ 1 trilhão em captações em dois a três anos, mantendo os níveis de crescimento de entre 30% a 40% ao ano”, afirma.
Source: O Estado de S. Paulo June 07, 2020 08:37 UTC