Todas as vezes que nos cruzamos por um canto ou outro do condomínio, porém, o ímã de nossos olhos não titubeia. Na minha cabeça, o molequinho, que é cadeirante, diz ao mundo diante da minha torta imagem: "E num é que é possível?!" Minha casa é dessas que a gente compra e casa com o banco para todo o sempre. Ele fica especialmente empolgado quando, nos nossos breves encontros na garagem, percebe que posso dirigir sozinho. Torço para que o cadeirantinho do meu prédio cresça convicto de que pode tudo o que bem quiser.
Source: Folha de S.Paulo February 11, 2026 07:48 UTC