“Foi incrível mostrar esse filme num momento em que estão tentando esconder a cultura”, afirmou Kleber em conversa com os jornalistas no dia seguinte à estreia. Ele ainda mencionou os protestos em várias cidades brasileiras contra o congelamento de gastos na educação, que aconteceram de forma concomitante à projeção do longa em Cannes. Essa é a segunda vez que Kleber compete pela Palma de Ouro. “Dessa vez fizemos um filme que diz muita coisa sobre o nosso país.”Kleber ainda respondeu sobre o processo que sua produtora responde no país, relativo ao financiamento de “O Som ao Redor” (2012). O Ministério da Cidadania, que substituiu o Ministério da Cultura, cobra que sejam devolvidos R$ 2,2 milhões porque acusa o diretor de ter feito uso irregular de um edital de baixo orçamento.
Source: Folha de S.Paulo May 16, 2019 13:30 UTC