No início do programa de cotas da USP, em 2018, foram reservadas 37% das vagas de cada uma das unidades, que normalmente oferecem mais de um curso. Essa desigualdade se verifica desde o vestibular até o final de quatro anos de graduação, ainda que se reduza. Para a coordenadora da pesquisa e professora da FFLCH, Marta Arretche, os dados demonstram que a inclusão dos cotistas não compromete a excelência da USP. "Essa é uma preocupação legítima, mas que se baseia em suposições", afirma. "Há alunos escolas particulares, brancos ou PPI, que tiram 10 e os que tiram zero, da mesma forma que os de escolas públicas."
Source: Folha de S.Paulo May 15, 2022 09:15 UTC