O argumento da DPU é de que a restrição viola o direito à saúde de mulheres que querem interromper gestações em casos em que isso já é autorizado por lei. O farmacêutico Gustavo Santos, gerente de avaliação de eficácia e segurança da Anvisa, diz que a medida foi adotada por questões de segurança, uma vez que a medicação pode causar efeitos adversos. Soube de uma, vítima de estupro, que recebeu a visita de um policial porque o cara [o vendedor] fez uma queixa de que ela estaria fazendo aborto clandestino. A sorte é que a delegada a encaminhou para um serviço de aborto legal", conta Andrade. Ela diz que a dificuldade de acesso aos serviços de aborto legal ainda é muito grande.
Source: Folha de S.Paulo March 29, 2019 05:06 UTC