Já se passam quase 40 anos que Ignácio de Loyola Brandão publicou Não Verás País Nenhum (Global, 1981). O passado e história – como hoje – já não lhes interessa mais. O livro de Sidney Rocha faz uma síntese do que nos resta para viver: ou nos fingimos de vivos, ou desaparecemos. No romance de Dyonelio, a impossibilidade de um futuro se sintetiza em uma dívida miserável com um leiteiro. Ele circula pela cidade sem ter muita certeza de seu caminho, já que tudo o que a realidade lhe oferece são traços esfumaçados e miragens inconvincentes.
Source: O Estado de S. Paulo December 21, 2019 18:56 UTC