A Estação Comandante Ferraz é chamada de "a casa do Brasil na Antártica". Lá longe, perdido na brancura do gelo infinito, um pico negro aflora como o dedo de um gigante descomunal. A paisagem é a mesma que surpreendeu os navegantes ao chegar na Antártica, no século 19. Mesmo com a tecnologia de hoje, desembarcar aqui é tarefa complexa que exige paciência, observação e oportunidade — como repetem os marinheiros —, porque as condições climáticas mudam a cada momento. A Antártica é assolada por ventos que atingem 300 km/h durante o inverno e temperaturas que já chegaram a 80 graus negativos, as mais baixas registradas no planeta.
Source: Zero Hora February 26, 2026 12:19 UTC