O resultado pode estabelecer um precedente judicial em matéria de responsabilidade civil dos operadores de redes sociais, até agora isentos. Este caso gera muita expectativa, pois pode criar um precedente para os processos iniciados no país sugerindo que as redes sociais buscam causar dependência entre seus usuários, o que lhes teria provocado depressão, transtornos alimentares, internações psiquiátricas e até suicídios. A Alphabet e a Meta, empresas que controlam algumas das principais redes sociais, sentam-se no banco dos réus, mas, assim como outras companhias, acumulam centenas de ações semelhantes na Justiça. "É a primeira vez que uma empresa de redes sociais tem que enfrentar um júri por causar danos a menores", declarou à AFP Matthew Bergman, fundador do Social Media Victims Law Center, cuja equipe conduz mais de 1.000 casos desse tipo. Os gigantes de tecnologia recorrem à Lei de Decência nas Comunicações dos Estados Unidos para eximi-los de qualquer responsabilidade pelo que os usuários das redes sociais publicam.
Source: Zero Hora February 09, 2026 21:50 UTC