Um dos meus prazeres ao assistir a O agente secreto foi rememorar as paisagens do Recife nos anos 1970. Adolescente, com família lá, passava as férias longas de estudante entre a praia e os outros pontos da cidade. O Recife que está ali não é o do cartão-postal: tem gente comum aparecendo o tempo todo, tem a confusão do centro da cidade, sujeira, barulho. Nosso cinema e nossa televisão saem do eixo Rio-São Paulo quando querem mostrar paisagens naturais bonitas, cidades históricas ou zonas rurais extensas. Atores e atrizes deixando-se "contaminar" pelos diversos ambientes e pelos modos de vida particulares na hora de comporem os personagens que nos encantarão mais tarde, nas telas.
Source: Correio Braziliense March 22, 2026 09:05 UTC