Em maio de 2015, a então presidente do Brasil, Dilma Rousseff, recebia no Palácio do Planalto o primeiro-ministro da China, Li Keqiang. A bioceânica é um retrato da situação dos investimentos da China na América Latina nos últimos dois anos: planos grandiloquentes, altos investimentos, mas realizações tímidas. E os bancos chineses – Banco de Desenvolvimento da China e Banco de Exportação e Importação da China – emitiram níveis de financiamento comparativamente baixos para os governos latino-americanos nos últimos dois anos. Desde 2002, as estatais da China e os bancos manifestaram interesse em cerca de 150 projetos de infraestrutura de transporte na América Latina, mas apenas a metade entrou em fase de construção. Muitos países estão sentindo uma pressão considerável de Washington para evitar grandes acordos com a China, caso do México e de países do Caribe, e até mesmo do Brasil.
Source: O Estado de S. Paulo June 09, 2019 12:22 UTC