Edson Fachin, novo relator da Lava-Jato, chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) há pouco mais de um ano e meio. Como jurista, Fachin desenvolveu trabalhos na área do direito civil e sua atuação no campo penal — e, portanto, a forma como vai tocar a investigação de corrupção na Petrobras — é considerada uma incógnita. Ao ser escolhido para o STF, interlocutores de Dilma Rousseff diziam que a presidente viu em Fachin uma mistura de suas duas indicações imediatamente anteriores: Teori e Luís Roberto Barroso. No STF, os três conversavam sobre questões do tribunal e pensavam em uma reformulação interna para que a Corte seja mais eficiente e ágil. Tudo isso fez com que o Planalto, na ocasião, contasse com um voto favorável de Fachin na definição do impeachment.
Source: Zero Hora February 03, 2017 10:18 UTC