Assim sempre foram para mim as manhãs ensolaradas da infância. Saíamos da Barra Funda, bairro onde morávamos, no sentido do Bom Retiro, onde ficava a escola em que eu estudava. As manhãs se tornam novamente amarelas e a infância, aquela vida e essa, o menino e o pai, estão ali convertidos em uma coisa só. A Nina apareceu com um papel nas mãos e me entregou. E para mim, nesses instantes, as recordações e o presente se transformam nas manhãs amarelas, as minhas e as delas, a continuidade da nossa existência.
Source: O Estado de S. Paulo October 13, 2017 02:09 UTC