“No Brasil, que tem mais da metade de negros na população, eu não vejo 50% na mídia. Quando conseguiu exílio na Austrália pela ONU, a esposa, Lumumba e o irmão o acompanharam e foram viver na Oceania. Eles fizeram de tudo para me silenciar, criaram uma narrativa de que eu tinha doença mental”, lembra. Lembra do pênalti perdido por Baggio, na final da Copa de 1994, jogo que acordou às 4h para ver. As experiências de discriminação e de violência policial que viveu e presenciou dão a ele a certeza de que o racismo muda de forma, mas está no mundo inteiro, é estrutural.
Source: Folha de S.Paulo April 04, 2021 18:56 UTC