Como na famosa frase de um personagem de Hemingway, a bancarrota reputacional de Toffoli veio “gradualmente, e então de repente”. Diante de tudo o que veio à tona, era absolutamente insustentável que a relatoria do caso seguisse com Toffoli. Afinal, mais cedo ou mais tarde o caso subiria para o STF e cairia novamente no colo de Toffoli, graças à regra de prevenção. Talvez no intuito de preservar atos de investigação já praticados, os ministros não toparam reconhecer o que é evidente – a suspeição de Toffoli. Portanto, a batata quente continuará assando no colo da Procuradoria-Geral da República, a quem compete arguir a suspeição de Toffoli.
Source: Folha de S.Paulo February 13, 2026 12:50 UTC