Nesse sentido, o afastamento de Toffoli era a medida processual saneadora fundamental para evitar nulidades futuras. Foi um claro ato de desagravo ao ministro, pois pululam razões de fato e de direito no sentido diametralmente oposto. Um relatório sigiloso da PF, encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, teria detalhado a extensão dessas relações e levantado dúvidas sobre a natureza da participação do ministro na empresa. Ao agir coletivamente diante desses novos fatos, o STF evitou o prolongamento de um desgaste de consequências imprevisíveis pela recalcitrância de Toffoli em deixar o caso. A bem da verdade, Toffoli jamais deveria ter aceitado a relatoria do caso Master quando o processo lhe foi distribuído por sorteio, no final de novembro do ano passado.
Source: O Estado de S. Paulo February 13, 2026 17:47 UTC