Um erro comum de interpretação —por vezes explorado de má-fé— é confundir o estoque de carbono (o que já está na árvore) com créditos de carbono. Considerando que a biomassa média da floresta amazônica preservada estoca cerca de 170 toneladas de carbono por hectare (dados do Inoa), a Fazenda Floresta Amazônica deteria um estoque total de 24 milhões de toneladas de carbono. Para entender o abismo entre a realidade e o que foi reportado como "fabricação de R$ 45 bilhões", basta olhar para os preços do mercado voluntário. Como então as empresas chegaram a um valor cerca de dez vezes maior, de R$ 45 bilhões? Esses fundos recebiam aportes ou realizavam transações com o Master em uma espécie de "ciranda financeira", em que a floresta amazônica não foi usada para o bem do clima, mas como uma ferramenta de maquiagem contábil.
Source: Folha de S.Paulo January 20, 2026 19:17 UTC