Fez bem o Banco Central (BC) ao abrir uma investigação interna para escrutinar o caso Banco Master desde sua origem até a derradeira liquidação extrajudicial, decretada em novembro do ano passado. O que se sabe é que dois servidores públicos que atuavam na área de fiscalização e supervisão bancária no Banco Central deixaram recentemente os cargos de confiança que ocupavam, embora não haja acusação formal contra eles. Galípolo, no entanto, parece estar confiante de que a liquidação do banco era mesmo inevitável. O sigilo da oitiva foi levantado pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do próprio Banco Central. Fechar um banco é uma medida extrema, mas a inércia perante uma atuação temerária também tem custo elevado.
Source: O Estado de S. Paulo January 31, 2026 21:09 UTC