Com uma dívida que já ultrapassava 65 bilhões de reais e o caixa fazendo água, a empresa se desmanchava. Gontijo estava em Nova York, no escritório de uma empresa de assessoria financeira, contratada três meses antes para ajudá-lo na negociação da dívida junto a credores internacionais. O executivo assumira o comando da Oi em 2014, após a desastrada fusão da empresa com a Portugal Telecom, a PT, quando se descobriu que os 3,2 bilhões de reais que a operadora portuguesa injetaria no negócio não existiam. Haviam sido aplicados em títulos podres de uma subsidiária do banco português Espírito Santo, que quebrara poucos meses depois da operação, levando junto todo o caixa da PT. A descoberta do rombo deixara a Oi, que necessitava desesperadamente de capital, em uma situação ainda mais delicada.
Source: Folha de S.Paulo February 03, 2017 12:57 UTC