O imbróglio envolvendo o Lote Noroeste teve início após o governo anunciar, no dia 21 de janeiro, o projeto de concessão da BR-365, sem que o trecho tivesse sido oficialmente transferido ao estado pelo governo federal. Administrador do trecho federal, o Dnit contestou a proposta de Zema ao afirmar que “não emitiu qualquer documento que autoriza um edital de concessão rodoviária da BR-365” e que sequer foi comunicado sobre a publicação do edital do leilão. “O estado está levando este projeto adiante, querendo colocar pedágios sem autorização do governo federal”, ressaltou o prefeito na ocasião. Poucos dias depois, o presidente da AMM ampliou a ofensiva ao encaminhar um requerimento ao TCE-MG para pedir a impugnação do leilão. Não se pode conceder rodovias federais sem que exista a transferência formal de competência da União para o estado.